Quando a inteligência artificial finalmente encontrou uma vítima inesperada

Tom foi oficialmente promovido a exemplo perfeito de que a inteligência artificial não precisa necessariamente substituir o trabalhador para causar estrago. Às vezes, basta uma ideia tecnológica mal explicada e pronto: alguém já está imaginando o próprio crachá sendo triturado pela máquina. A grande ironia é que Tom passou décadas aperfeiçoando suas habilidades, acumulando experiência e desenvolvendo técnicas altamente especializadas, apenas para descobrir que o futuro aparentemente prefere soluções que não reclamam, não pedem aumento e trabalham sem intervalo para o cafezinho.
A inteligência artificial chegou prometendo produtividade, inovação e praticidade, mas o trabalhador brasileiro já está enxergando outra coisa: o famoso “otimizar processos” com cheiro de “reduzir a equipe”. O problema é que, se a tecnologia continuar avançando nesse ritmo, daqui a pouco até o emprego de quem explica como usar a tecnologia será automatizado. Aí teremos uma máquina ensinando outra máquina a substituir outra máquina, enquanto o ser humano observa tudo com o currículo aberto e atualiza o LinkedIn pela décima vez. No fim, talvez Tom não tenha perdido o emprego para a IA. Talvez tenha perdido para o velho e conhecido chefe que descobriu que uma máquina faz o trabalho de três funcionários e ainda não pede vale-refeição.





