O dia em que virei atleta olímpico só pra perder pro ônibus

O dia em que virei atleta olímpico só pra perder pro ônibus

Existe um momento na vida em que a pessoa descobre que não está atrasada… está sendo humilhada pelo destino com cronômetro e plateia imaginária. Perder o ônibus é quase um esporte olímpico brasileiro, só que sem medalha, sem replay e com direito a dignidade indo embora junto com o veículo. O detalhe cruel é que sempre parece que dava tempo, aquela ilusão otimista que mora na cabeça de todo mundo cinco minutos antes do desastre. O cérebro diz “tranquilo”, a realidade responde “confia”.

E tem algo ainda mais especial nessa situação: a certeza de que o ônibus sempre passa com uma calma desnecessária, como se estivesse fazendo questão de mostrar que não precisa de você. É praticamente um desfile de indiferença sobre rodas. O corpo entra em modo atleta, mas a vida já decidiu que hoje não é dia de vitória. No fundo, isso ensina uma grande lição que ninguém pediu: pontualidade é importante, mas sorte é fundamental. Porque no Brasil, não basta correr atrás… tem que correr com alinhamento cósmico, vento a favor e aprovação do universo.

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